sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mercadante. O cara do mercadinho.

Hoje o senador Aloizio Mercadante "deu pra trás".
Na verdade, essa "dada pra trás" sintetiza o que ele e todos seus correligionários têm feito desde que conheceram o gostinho apimentado do poder. A diferença foi o prazo entre o falar e o fazer.
Mercadante bateu o recorde petista até então. Um tempo notável...
Vamos aos números.
O PT demorou 25 anos pra dispensar toda a retórica de partido do proletariado e se mostrar um partido de trato coronelista. Demorou. Mas deu pra trás.
Lula nos anos 80 era responsável por atacar políticos corruptos e era visto como tal até mesmo em composições musicais. Deu pra trás.
Aliás, Lula deu pra trás um sem fim de vezes, em outro sem fim de situações.
Tá com paciência? Então, lá vai.
Os políticos nefastos de outrora viraram amigos. Os índices abusivos de outrora viraram merrecas. Abusos do setor financeiro de outrora viraram culpa do cidadão, que não tirou o traseiro da poltrona para procurar outros bancos. Fundef era ruim e virou bom. Real era ruim e virou bom. Sarney era ruim. EUA eram ruins. Até Collor era ruim...
Desculpe. Minha paciência acabou. O Lula deu tanto pra trás, que virou um rotor de altíssima velocidade. Voltemos ao petistas menos "ilustres".
Vejam como a corrupção é vista hoje sob a ótica petista. Dirão eles? Corrupção? Onde?
Diremos nós? Ótica Petista? Onde?

Mas, sabe-se o motivo disto. O mercadinho. Sim, o mercadinho de acesso restrito, onde se trocam honra por benesses. Onde se encontram histórias políticas inteiras a venda, com valores bem módicos. Um voto a favor de quem errou, por exemplo.

Mercadante arruinou sua carreira política. E isso já era esperado.

Em 2005 o governo federal tentou sequestrar da conta do governo de S. Paulo, no Banco do Brasil, R$ 57 milhões, sob argumento que o estado era avalista da extinta VASP.
Virou briga, lógico. O estado de S. Paulo não tinha como liberar tal valor e eis que o senador - eleito por São Paulo - sr. Aloizio Mercadante foi a público com a pérola que premeditava seu fim.
"Isso é normal", disse Aloízio.

Faltou naquele momento alguém abordar o senador e lhe dizer ao pé do ouvido: "Senador. Defenda são Paulo. Não dê pra trás..."

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